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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Aluguel: as obrigações do inquilino e do proprietário


Preenchido o contrato de aluguel e toda a burocracia no que se refere ao fiador, o aluguel não precisa significar dor de cabeça. É possível conviver pacificamente desde que se cumpra a política da boa vizinhança: o compromisso do inquilino é pela conservação do imóvel. Já os reparos na estrutura da casa ou apartamento são de responsabilidade do proprietário.
Alugar um imóvel pode ser um bom negócio, sobretudo para os que não desejam se fixar em um determinado imóvel ou não pretendem desembolsar um alto investimento na compra da casa própria.
Não faça como o Sr. Madruga: pague em dia

Para evitar imprevistos na hora de entregar o imóvel, o indicado é proceder com responsabilidade desde a leitura do laudo de vistoria até o cumprimento dos direitos e deveres. Além disso, é bom inteirar-se sobre a nova lei do inquilinato, que sofreu mudança recentemente.
A orientação é do gestor administrativo Claudinei Sandri. "É bom ter bastante atenção na leitura do laudo. Caso não concordar, o inquilino tem entre 48 e 72 horas para questionar por escrito e protocolar na imobiliária, que vai verificar se existe procedência" , diz.
Há situações em que o questionamento da vistoria é efetivada por correspondência eletrônica. O cuidado é obter o retorno do e-mail para fins de representação jurídica. "Faz muito tempo que não temos problemas no juizado especial das pequenas causas. Acredito que acontece um caso a cada oito meses", estima Sandri.
A imobiliária onde trabalha também não tem reclamações no Procon há mais de um ano, salvo quando há erro de cobrança, por exemplo. "Procuramos fazer tudo certinho, de acordo com as normas, para evitar reclamações", comenta.
Em situações conflitantes, o mais indicado é o acordo entre as partes. Para tanto, vale o bom senso no cumprimento de direitos, sobretudo dos deveres. Cuidar do imóvel exige cautela na manutenção da pintura, além do bom trato nos materiais de acabamento e construção do imóvel para evitar danificações no piso ou no azulejo, por exemplo.
O mau uso ou o desgaste natural contam como despesa obrigatória do inquilino ao deixar a locação. Uma pintura na parte interna e externa de uma casa custa em torno de R$ 500 a R$ 3 mil. O cliente deve prever tais gastos e contar como despesa certa na hora de deixar o imóvel do jeito semelhante que encontrou.
São da obrigação do dono do imóvel os casos em que houver um problema e for preciso reparar uma parte estrutural do imóvel, que coloque em risco a qualidade de moradia, como uma infiltração, problemas na rede elétrica ou hidráulica, no esgoto, telhado, vícios ocultos e imperfeições pré-existentes, por exemplo.
Em contrapartida, o locatário não pode fazer qualquer tipo de alteração, omo pintar ou furar uma parede, colocar grades ou alarmes, alterar a cor da fachada, trocar um balcão, porta, entre outras mudanças, em antes ter uma autorização por escrito do locador.
É importante qualquer mudança vir acompanhada por uma autorização escrita para servir de documento. Já o inquilino não pode exigir indenização pelas benfeitorias que realizar.
Caso o proprietário não queira as mudanças, quando o contrato for finalizado, ele deve deixar registrado, documentado. O locatário tem que deixar tudo conforme estava anteriormente. Para que haja uma relação saudável entre as partes envolvidas, é preciso, antes de tudo, o compromisso.


Preço de imóvel é irreal e insustentável, aponta estudo


Estudo conduzido por dois pesquisadores do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) aponta "possibilidade concreta de existência de uma bolha no mercado de imóveis no Brasil", que pode estourar com a possível elevação futura dos juros.

Morar está cada vez mais caro


Ou, em outras palavras, que a disparada dos preços de casas, terrenos e apartamentos nos últimos anos está resultando em valores irreais, incompatíveis com os movimentos de oferta e procura do mercado -e, portanto, insustentáveis.

Assinado pelos economistas Mário Jorge Mendonça e Adolfo Sachsida, o trabalho alimenta com novos argumentos a controvérsia instalada entre estudiosos, compradores e vendedores. Os autores calculam que os preços tiveram alta de 165% na cidade do Rio de Janeiro e de 132% em São Paulo entre janeiro de 2008 e fevereiro deste ano, contra uma inflação de 25% no período.

Com intervalos de tempo menores, em razão da indisponibilidade de dados mais antigos, também se constataram aumentos bem superiores à inflação em capitais como Recife, Belo Horizonte, Brasília e Fortaleza.

IMPULSO DO GOVERNO

Tradicionalmente, bolhas de preços são infladas pelo crescimento acelerado da oferta de crédito.
Esse crescimento aconteceu no setor habitacional brasileiro -com o impulso, enfatiza o estudo, de programas, incentivos e obras do governo federal.

"A insistência do governo em aquecer ainda mais um mercado imobiliário já aquecido só tende a piorar o resultado final", diz o texto.

Entre os exemplos citados estão, além dos juros favorecidos para o setor imobiliário, o programa Minha Casa, Minha Vida e os empreendimentos vinculados à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016.

Vinculado à Presidência da República, o Ipea não endossa essas conclusões. Em seu boletim "Conjuntura em Foco", o órgão argumenta que o volume de crédito no país ainda está muito longe dos 65% do Produto Interno Bruto contabilizados nos EUA.

Mas o próprio boletim mostra a rapidez da expansão dos financiamentos habitacionais brasileiros, que saltaram de 1,5%, em 2007, para mais de 5,5% do PIB neste ano.


BANCOS PÚBLICOS

Mendonça e Sachsida afirmam que, a partir do agravamento da crise internacional, no final de 2008, o crédito imobiliário tem crescido em ritmo superior ao do destinado a outros setores, especialmente nos bancos públicos.

Antes, a ampliação do crédito era puxada por bancos privados e privilegiava os setores industrial, rural, comercial e empréstimos diretos a pessoas físicas.

Segundo o estudo, a escalada dos preços dos imóveis tende a ser interrompida ou revertida com a alta dos juros, o que é esperado com a retomada do crescimento econômico e, mais ainda, com uma alta futura das taxas internacionais.

O texto diz que os efeitos de uma eventual crise no mercado imobiliário brasileiro não serão catastróficos como os do estouro da bolha americana, ponto de partida da crise global. "Contudo, não serão desprezíveis."


ASCENSÃO SOCIAL

Bolhas especulativas acontecem, pela definição mais usual, quando os preços sobem simplesmente porque os investidores e compradores acreditam que os preços subirão ainda mais no futuro.

Exemplos do gênero são mais comuns nos mercados de ações e imóveis, mas o primeiro caso documentado, no século 17, envolveu a mania por tulipas na Holanda.

Os preços subiram rapidamente e pessoas de todas as classes vendiam propriedades para investir nas flores. Depois de alguns anos, a bolha estourou, os preços caíram subitamente e inúmeros negociantes foram à falência.

Não é simples determinar se uma disparada de preços é uma bolha ou se está amparada em transformações da economia ou da sociedade. No caso dos imóveis brasileiros, a alta pode ser resultado da ampliação da classe média nos últimos anos, possibilitada pela melhora do mercado de trabalho e pela ampliação dos programas de transferência de renda.

É o que defende um estudo produzido em 2010 pela MB Associados a pedido da associação dos bancos financiadores de imóveis. Por esse raciocínio, a ascensão social impulsionou a demanda em ritmo superior ao da oferta.

O texto não descartava, porém, a possibilidade de que a alta de preços se transformasse em bolha no futuro. E acrescentava que bolhas só podem ser determinadas com certeza quando estouram.

Fonte: Midiamax News

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Prefeitura desapropria 11 imóveis para acomodar UBS em Manaus


Nos últimos dois meses, a Prefeitura de Manaus publicou 39 decretos estabelecendo desapropriações para construção ou ampliação de Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs). Só no Diário Oficial do Município (DOM) de segunda-feira, 10, foram publicados 11 decretos de desapropriação.


As zonas leste e norte são as áreas da cidade com maior número de áreas desapropriadas, com 21 e 11 terrenos declarados de utilidade pública, respectivamente.
Em 12 de agosto, o Diário do Amazonas publicou matéria sobre a situação das Unidades Básicas de Saúde que estariam funcionando de forma improvisada em bairros das zonas norte e leste da capital. No bairro Manoa, zona norte, a Unidade de Saúde número 19 estava funcionando de forma improvisada, na Rua São Tomé, em área cedida por uma igreja.
Nos decretos que estabelecem as desapropriações, é citada a necessidade dos locais para fins de utilidade pública.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), as desapropriações estão sendo promovidas para levar as chamadas ‘casonas’ da família a locais ainda não assistidos pelo Programa Saúde da Família, assim como para ampliar as atuais ‘casinhas da saúde’.
Segundo a Semsa, as novas unidades de saúde terão, em média, 130 metros quadrados, enquanto as antigas unidades possuíam até 32 metros quadrados.
O Decreto 1.850/12, publicado no Diário Oficial do Município do dia 18 de agosto, estabelece a desapropriação de um terreno com 937 metros quadrados. O terreno está situado à Rua Pico das Águas, no bairro Nossa Senhora das Graças, zona centro-sul.
Outro terreno desapropriado que chama a atenção pelo tamanho fica na Rua C, no bairro Compensa, zona oeste, com 507 metros quadrados.
Nos decretos, os proprietários dos imóveis são convocados a apresentar, no prazo de dez dias, a documentação que comprova a posse das áreas. A Prefeitura irá oferecer indenização aos proprietários, que serão pagas através da Secretaria Municipal de Economia e Finanças (Semef).
Manaus conta hoje com 165 unidades básicas de saúde, das quais 37, as chamadas ‘Casonas de Saúde’, foram construídas pela atual administração.

Fonte: D24 AM

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Preços de imóveis sobem 1% em agosto

Valorização dos preços, medida pelo índice FipeZap, é a mesma de julho e junho  


No mês de agosto, os preços dos imóveis brasileiros tiveram alta de 1,0%, a mesma variação registrada em julho e junho. A valorização, ainda que tímida, supera o rendimento da poupança e da maioria das aplicações em renda fixa no mês. São Paulo e Fortaleza tiveram as maiores altas. E apenas Belo Horizonte apresentou desvalorização nos preços. Os dados são do Índice FipeZap, que divulga mensalmente os preços dos imóveis em seis capitais brasileiras e no Distrito Federal. 

São Paulo e Fortaleza tiveram as maiores altas do índice, ambas registraram elevação de 1,4% nos preços. Na capital paulista, o aumento é ligeiramente superior ao do mês de julho, quando os preços subiram 1,3%. E em Fortaleza a alta de 1,4% em agosto representa uma desaceleração em relação ao mês de julho, que teve alta de 3,4%. No Rio de Janeiro, a alta foi de 1,2%, levemente maior do que a variação de julho. E em Salvador os preços subiram 1,1%, aumento menor do que o registrado em julho, quando os preços tiveram elevação de 1,8%. 

Belo Horizonte foi a única cidade onde os preços caíram, com uma queda de 0,2% nos preços. E em Recife e no Distrito Federal os preços tiveram uma pequena alta, de 0,2%. Nas três cidades, a variação fica abaixo do esperado pelo mercado para o IPCA, projetado em 0,38%, segundo o Boletim Focus do Banco Central. 

Assim como no mês de julho, em agosto o relatório do índice FipeZap não trouxe nenhum comentário reafirmando a tendência de desaceleração das altas, como vinha fazendo até o mês de junho. Foi ressaltado apenas que em doze meses, o aumento acumulado nas sete regiões é de 16,3%, valor menor do que os 17,1% registrados no mês anterior.
O maior preço médio do metro quadrado, de 8.284 reais, foi verificado no Distrito Federal e o menor valor em Salvador, cujo preço médio é de 3.800 reais. Em São Paulo, o preço médio ficou em 6.703 reais e no Rio de Janeiro em 8.260 reais. Na média das sete regiões, o valor do metro quadrado anunciado foi de 6.799 reais.

Veja na tabela abaixo os dados divulgados no índice FipeZap de agosto:

Local Variação mensal em julho de 2012 Variação mensal em agosto de 2012 Preço do metro quadrado (R$)
Composto nacional 1,0% 1,0% 6.799
Belo Horizonte -1,2% - 0,2% 4.796
Distrito Federal -0,1% 0,2% 8.284
Fortaleza 3,4% 1,4% 4.862
Recife 0,6% 0,2% 5.372
Rio de Janeiro 1,1% 1,2% 8.260
Salvador 1,8% 1,1% 3.800
São Paulo 1,3% 1,4% 6.703


Fonte: Exame

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Região de Iranduba atrai investimentos imobiliários no Amazonas

A área da construção civil cresce no Amazonas, apesar da crise econômica. Os programas de financiamento como o “Minha Casa, Minha Vida” ajudam a impulsionar as vendas no mercado. Para José Braule, diretor de uma imobiliária local, atualmente, o segmento está voltado para a média e baixa renda.
 
O crescimento do mercado de imóveis em Manaus visa a região de Iranduba. “É um mercado novo. A tendência esse ano é que fique cada vez mais forte na região”, diz.

De acordo com José Braule, as possíveis ofertas de imóveis populares em Iranduba vieram com a possibilidade de duplicação da rodovia Manoel Urbano, a ponte rio Negro. A infraestrutura deve acompanhar o crescimento e o lançamento da cidade universitária, que vai fazer a classe média se deslocar e fortalecer o comércio em Iranduba.

Para o diretor, a região tem muito a crescer. O preço das terras nas proximidades está valorizado pela facilidade que a Ponte Rio Negro propicia ao acesso.

 


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Verticalização de Manaus privilegia apenas algumas zonas da cidade

Nos bairros Ponta Negra, Adrianópolis, Vila Municipal, Morada do Sol, na região do Aleixo e Parque 10, percebe-se a aplicação de maiores investimentos.


Após expandir-se desgovernadamente de forma horizontal  as décadas de 80 e 90, a cidade de Manaus passou a adotar nos últimos anos o padrão da verticalização. Nos bairros nobres da capital, concentrados nas Zonas Sul, Centro-Sul e Oeste, as construtoras levantaram prédios com até 18 andares,  com mais de  35 metros.
Se por um lado, a edificação de prédios deste porte proporciona privacidade, segurança e qualidade de vida - a quem opta por este tipo de moradia -, por outro, esse tipo expansão impulsiva pode gerar perda na infraestrutura e qualidade dos serviços prestados à população de outras zonas da cidade.
Nos bairros onde as construções estão a pleno vapor, como na Ponta Negra, Adrianópolis, Vila Municipal, Morada do Sol, na região do Aleixo e Parque 10, percebe-se a aplicação de maiores investimentos pelo poder público.
São ao menos cinco viadutos, vias com melhor pavimentação, maior número de delegacias e postos hospitalares por área, além do policiamento ostensivo e transporte coletivo a todo instante.
O exemplo desse tipo de investimento pode ser notado com instalação de semáforos inteligentes em 28 cruzamentos inseridos no quadrilátero que abrange as avenidas Umberto Calderaro, avenida Álvaro Maia, Constantino Nery e João Valério (rua Salvador), na Zona Centro-Sul.
No entanto, o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Amazonas (Cau-AM), Jaime Kuck, ressalta que os atuais critérios da verticalização, baseados no Plano Diretor, servem para que o processo de construção não ocorra de maneira desordenada. “O objetivo do Plano é esse: ele considera a infraestrutura, densidade e a parte viária para que o processo seja elaborado”, explica.  
Embora o especialista seja a favor do crescimento urbano vertical, ele adverte que pode haver uma desvalorização do mercado em outras zonas, já que o “boom” das construções está praticamente concentrado na Zona Centro-Sul, e parte na Zona Centro-Oeste.
“A questão da verticalização é bastante complexa, ela acontece com o objetivo de criar um alto padrão e se restringe a determinadas áreas. Não tem como investir em áreas onde não há valorização de mercado”, disse.
Densidade da capital é baixa
De acordo com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo-AM, a densidade de habitante em Manaus é baixa. Na década 60, eram cem habitantes por hectare. Hoje é de 30 por hectare. “Estamos numa cidade grande, porém numa relação desproporcional em área física e número de habitantes”.   
Situação incomoda ‘horizontais’
Alguns moradores de condomínios horizontais não aprovam as construções de prédios nos arredores das casas. “Quando passei a morar com meus pais, além da segurança e infraestrutura, a privacidade também foi um dos principais motivos da escolha. Queria estar afastado da correria dos bairros mais centrais. Não sou contra a construção de edifícios, mas sei que vai tirar minha privacidade e o trânsito também vai ficar mais intenso aqui”, disse Deywe Rodrigo, 28, morador da rua 1 do conjunto Duque de Caxias, Zona Centro-Sul. No conjunto, parte das casas faz fundo com um condomínio de quatro torres com altura de 10 a 12 andares.
O empresário André Holanda, 40, é mais radical, para ele deveria ser proibido a construção de edifícios nos arredores dos condomínios. “A prefeitura não deveria permitir, além disso, desvaloriza nossos imóveis. Acho um absurdo”.
Entre os investimentos que serão feitos para amenizar o caos no trânsito, principalmente na Zona Centro-Sul, está o Bus Rapid Transit (BRT), que terá recursos na ordem de R$ 223 milhões, a fim de “desafogar” as principais, segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf). A obra está prevista iniciar em 60 dias.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Preços dos imóveis vão cair muito após a Copa, segundo professor


Os preços dos imóveis devem ter uma desvalorização severa após a Copa do Mundo de 2014, na opinião do professor da Escola de Economia da FGV (Fundação Getulio Vargas), Samy Dana.
O professor estima que os preços de alguns imóveis nas 12 cidades-sede podem despencar até 50% depois do evento esportivo, principalmente, na cidade de São Paulo. “Sem dúvida, os preços dos imóveis residenciais, mais novos e localizados nas regiões centrais de São Paulo vão cair mais”, destaca.

Obras da Arena da Amazônia
Algumas regiões vêm recebendo pesados investimentos em infraestrutura, o que, por consequência, valorizaria os preços dos imóveis. Além disso, há quem pense em lucrar com o aluguel de residências para turistas durante o evento.
A demanda por imóveis e por alugueis, de fato, existe, mas Dana defende que os patamares atuais de preços parecem infundados e muito acima do limite razoável.
“Os brasileiros acreditam que todos os problemas de infraestrutura, saúde e segurança do País serão resolvidos nos próximos dois anos, o que valorizaria todos os imóveis”, afirma o professor. “Os preços seguem um sonho, uma crença, não a realidade.”

Inadimplência

E não é somente a ilusão vinculada ao evento que deve puxar os preços para baixo, na opinião de Dana. Como o crédito imobiliário foi dado com mais intensidade entre 2009 e 2010, o ano da Copa pode marcar um período de grande inadimplência no setor.

“Os imóveis começam a ser entregues, surgem outros custos, a pessoa se enforca e fica inadimplente”, explica o professor. Isso, de acordo com ele, desencadearia uma onda de venda de imóveis, contribuindo para derrubar os preços.

Mau negócio

Por conta deste cenário, para o professor, os imóveis não são um bom investimento neste momento. “Quem for comprar para vender, vai perder dinheiro depois da Copa”, acredita.

Como o dono do imóvel não quer perder dinheiro com o negócio, no primeiro momento, ele não reduzirá o preço, mas o problema, segundo Dana, é que o comprador também não vai querer pagar. Conclusão: não há negócio.
“O primeiro sinal não é a diminuição dos preços, mas do número de negócios. A queda é um processo que demora um pouco mais para começar, mas à medida que mais pessoas querem vender, e menos querem comprar, os preços vão caindo”, diz.

Fonte: InfoMoney

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Apesar de proibição, em Manaus, apartamentos estão à venda no Prosamim por até R$ 120 mil

A Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab) já abriu 32 processos contra o comércio ilegal de imóveis do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus.


A Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab) investiga 32 processos de denúncias de venda de imóveis do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim). Criado em 2003 pelo governo do Estado, o programa beneficia atualmente cerca de 69 mil pessoas de baixa renda em mais de 5 mil unidades habitacionais na capital.
A reportagem esteve no Prosamim Parque Residencial Manaus, localizado entre as ruas Ramos Ferreira e Ipixuna, Centro, onde mesmo constando em contrato a proibição de venda do imóvel por um período de dez anos, apartamentos estão sendo negociados com valores que variam de R$ 50 mil a R$ 120 mil, de acordo com os moradores.
Os argumentos para a venda dos apartamentos vão desde desavenças com vizinhos ao aumento no valor da conta de água. “Aqui, só mora quem realmente tem condições. Pagamos 100% de taxa esgoto e, por este motivo, a nossa conta de água vem alta demais. Muitos resolveram alugar ou vender o imóvel para morar em bairros com taxa de água mais em conta”, relatou uma moradora que se identificou com Ana.
A moradora conta, ainda, que a forma como os apartamentos são comercializados segue em total sigilo, com um documento formal registrado em cartório, para que o novo proprietário tenha em mãos uma prova da compra do imóvel.
No Parque Residencial Manaus, chama atenção a área de estacionamento dos apartamentos, ocupada por carros de marcas de luxo e até importados. Para a dona de casa Joaquina Lacerda, 42, que mora ao lado do conjunto habitacional, não restam dúvidas sobre a venda dos imóveis e as mudanças dos antigos moradores. “Basta qualquer pessoa olhar para a atual realidade deste lugar e ver que a vida financeira dos moradores mudou. Logo que receberam os apartamentos não tinham dinheiro nem para comprar azulejo e o que vemos são casas bem estruturadas e com carros”, disse.
Segundo o coordenador jurídico do Prosamim, Jorge Peixoto, assistentes sociais fazem um acompanhamento antes e depois da entrega dos apartamentos para verificar as condições sócio-econômicas de cada morador, mas ele reconhece que existe um comércio ilegal de imóveis nas áreas do programa.
Só do Parque Residencial Manaus já foram encaminhadas para a Suhab 25 notificações de venda de apartamentos. Peixoto informou que os processos seguem em estágio de investigação minuciosa. “Não podemos chegar acusando um morador de estar irregular. Temos nossas assistentes sociais que fazem o trabalho de abordagem para verificar a documentação. Mas até isso chega a ser um pequeno número de provas”, declarou.
Peixoto explicou que muitas vezes a própria comunidade ajuda o antigo morador a vender o apartamento e esconder de forma sigilosa esse comércio. “Os moradores atuais, que não são os donos, dizem para as assistentes sociais que o dono viajou e deixou a casa para eles tomassem conta e, ao ligarmos para o proprietário, a confirmação é feita”, explicou.
Também há denúncias de vendas ilegais registradas na Suhab por moradores do Parque Residencial Mestre Chico, inaugurado em janeiro deste ano, Parque Residencial Gilberto Mestrinho e Parque Residencial Professor José Jefferson Carpiteiro Peres, inaugurados em fevereiro de 2010 e julho de 2008, respectivamente.

Fonte: D24 AM

Setor imobiliário de Manaus registra recorde no segundo trimestre de 2012


Crescimento foi de 5,96% no volume de vendas, segundo dados oficiais. Índice de Velocidade de Vendas foi o maior dos últimos três anos.



O mercado imobiliário de Manaus tem apresentado evolução no número de aquisições dos imóveis em relação à demanda de empreendimentos ofertados nos últimos anos. No segundo trimestre deste ano, o setor alcançou um desempenho recorde se comparado aos demais  trimestres dos últimos três anos. O balanço positivo do segmento foi constatado através da Pesquisa de Mercado Imobiliário (PMI), realizada desde 2009 pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM).


A cada três meses, o Sinduscon-AM recolhe informações do total de vendas e de ofertas junto às construtoras, incorporadoras e imobiliárias que compõem o mercado da construção civil do Amazonas. Do levantamento dessas variáveis, a entidade consegue verificar o Índice de Velocidade de Vendas (IVV),  razão entre as unidades efetivamente vendidas no trimestre e as unidades disponíveis no início do mesmo período. Nesta edição, os dados sobre ofertas e vendas de imóveis foram obtidos por meio da amostra de 72 empreendimentos verticais.
Conforme a pesquisa direta do sindicato, o IVV do segundo trimestre de 2012 foi o maior da série histórica dentre os respectivos trimestres anteriores. Nos meses de abril a junho, o mercado imobiliário registrou um Índice de Velocidade de Vendas de 40,15% e apresentou crescimento de 5,96%, quando comparado com o IVV do primeiro trimestre deste ano, que alcançou um indicador de 37,89%.

Razões do crescimento
O engenheiro civil e diretor da Comissão da Indústria Imobiliária (CII/Sinduscon-AM), Newton Sampaio Veras, atribui a evolução apontada pelo relatório à três fatores preponderantes.
“As pessoas estão enxergando que os valores das parcelas durante a construção são mais acessíveis. O valor do financiamento com juros baixos, que consiste na etapa após o momento da entrega da chave do imóvel, também tem impulsionado as vendas. Além disso, a disposição do crédito imobiliário através de vários bancos tem possibilitado isso, já que há uma disputa saudável entre as financiadoras. Antes, as incorporadoras, além de construir o empreendimento, tinham que oferecer o financiamento diretamente na construtora com prazos curtos para quitação. Hoje, os prazos de pagamento são maiores, chegando a ser de 30 anos. As pessoas estão mais atentas que é melhor aderir a um desses planos e ser dono do imóvel do que ficar pagando aluguel para o resto da vida”, explicou Veras.
Preferências

O estudo do Sinduscon mostrou que o imóvel com três dormitórios foi a principal opção de escolha dos consumidores que adquiriram as unidades. Este tipo de imóvel teve 675 unidades comercializadas dentre as 1.234 unidades ofertadas no segundo trimestre deste ano, correspondendo ao Índice de Velocidade de Vendas de 54,70%. A pesquisa revelou que o maior volume comercializado (921 unidades) foi dos imóveis com área útil de 50m² até 99m² com IVV de 46,21%, seguido pelos imóveis com área útil de 100m² até 149m², que ofertaram 1.408 unidades dentre as quais 724 unidades foram vendidas no período de abril a junho.

Segundo Newton Veras, o grupo de imóveis com áreas úteis de até 100m² atinge o maior público de compradores em Manaus. “Os de 50m² são as unidades de dois quartos e até 100m² é possível viabilizar a construção de apartamentos com três dormitórios. É onde tem a maior demanda, maior procura e a maior velocidade de vendas é nesse segmento de imóveis com três quartos. Essa é uma tendência atual, pois antigamente as pessoas se acomodavam com apartamento de dois quartos. Hoje a diferença do valor do imóvel de três para o de dois quartos é muito pequena. Dessa forma, as pessoas estão se comprometendo em comprar um apartamento definitivo em busca de conquistar o patrimônio material da família”, justificou o especialista.



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Pequenas ações que podem salvar nossa cidade...e o planeta também

Muitas vezes não nos damos conta de quanto é importante e absolutamente necessário começar a pensar no futuro, em como será a vida daqui a alguns anos. O que vamos comer, beber, vestir, o que será dos animais, plantas e paisagens. Aqui em Manaus, recentemente tivemos a época da cheia do rio, que evidenciou a falta de cuidado tanto da população quanto do poder público em relação aos recursos naturais, em especial, nossos igarapés, há muito tempo degradados pelo lixo.


Nem um peixinho aí?


Este é só um dos muitos problemas ambientais de Manaus. A complexidade muitas vezes barra qualquer tentativa de solução. A simples reeducação de cada cidadão pode em muito contribuir para uma nova perspectiva em relação à sustentabilidade de nossa cidade.

A seguir temos algumas ações simples e práticas enumeradas por Giselle Ferreira de Araújo – Consultora em Direito Ambiental da Sustentabilidade e integrante do Grupo de Pesquisa do CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e do Centro de Estudo de Direito Ambiental da Sustentabilidade da Universidade de Oxford, em Londres.

 
1. Não deixe a TV ou outros equipamentos ligados ao sair do recinto;


2. Não ferva água para seis xícaras se for usar somente uma;


3. Tente comprar produtos que sejam reutilizáveis ou que venham em embalagens reutilizáveis;
4. Recicle (reciclar uma lata de alumínio gasta 5% de energia enquanto produzir uma lata nova gasta 50%);

 

5. Reduza o seu banho diário de 10 min para 5 min. Isso pode economizar 4.200 galões da água;
6. Procure utilizar torneiras, chuveiros e vasos sanitários com regulagem de fluxo de água;



7. Substitua lâmpadas incandescentes por fluorescentes que têm uma vida útil muito maior;


8. Escolha móveis e utensílios que possam ser reciclados;
9. Utilize tintas e vernizes sem base de petróleo;
10. Não compre móveis feitos de madeira de desmatamento;
11 . Evite os plásticos;
12. Não use copos de papel, use a sua própria caneca;



13. Use cartuchos de impressão recarregáveis;
14. Use o papel de ambos os lados;
15. Somente imprima o que for estritamente necessário;
16. Recicle telefones celulares e pilhas e equipamentos que possam reaproveitáveis;
17.Não use sacolas plásticas, use sacolas retornáveis;



18. COLOQUE SEU LIXO NA LIXEIRA MAIS PRÓXIMA, NÃO EM TERRENOS BALDIOS E MUITO MENOS JOGUE EM RIOS E IGARAPÉS;
19. Compre carros menores e mais econômicos e use combustíveis não fósseis;
20. Procure estimular o comércio local, produtos comprados ali gastam menos energia de transporte;

E finaliza, “envolva-se com as questões da sua comunidade, alie-se a grupos que defendam uma causa. Demonstre espírito de cooperação. O segredo da felicidade: viver de forma mais simples e feliz. Reduza, reuse e recicle”.


Um pouco de disciplina e boa vontade não faz mal a ninguém. Fica a dica.


Fonte: EduVale


 

Mercado imobiliário de Manaus tem índices acima de Rio e São Paulo

Venda do segundo trimestre do ano foi a segunda melhor da série histórica

O mercado imobiliário de Manaus fechou o segundo semestre com 40% das unidades vendidas do total comercializado. É o que mostra o Índice de Velocidade de Vendas (IVV) do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon/AM). Foi o segundo melhor resultado da série histórica para um único trimestre. A cidade ficou acima de capitais como Rio de Janeiro, com IVV de 18,7%, São Paulo (10,20%) e Belo Horizonte (23,17%).

Das 4.361 unidades ofertadas de abril a junho, 1.751 foram vendidas. O resultado só foi menor que o último trimestre de 2009, quando 2.393 imóveis foram comercializados. Segundo o Sinduscon/AM, o preço médio do metro quadrado em Manaus é R$ 3.978,59 mil, um dos mais baixos do Brasil. No Rio de Janeiro e em São Paulo, o consumidor encontra preço médio de R$ 8 mil a R$ 6,5 mil, respectivamente.

Para o diretor-presidente da Comissão da Indústria Imobiliária do Sinduscon/AM, Antônio Newton Veras, o alto retorno financeiro dos investimentos imobiliários é um forte atrativo ao comprador local. O preço de locação varia de 0,6% a 1% do valor do imóvel. Ainda segundo o executivo, a evolução das vendas foi também reflexo do Feirão Caixa da Casa Própria, em maio, com saldo de 4.247 imóveis negociados, 43% a mais que em 2011.


Perfil dos imóveis vendidos
Os imóveis de 50 a 100 m² foram os mais vendidos no segundo trimestre. Dos 1.993 ofertados, 46,21% ou 921 foram comercializados. O levantamento mostra que o comprador do Amazonas preferiu apartamentos de três quartos com IVV de 54,70% e 675 vendas entre as 1.234 unidades ofertadas. Os imóveis com preço de R$ 100 mil a R$ 200 mil representam 43,69% do total de vendas. Dos 1.865 ofertados, 765 foram vendidos. Unidades na Ponta Negra, Adrianópolis e Aleixo foram as mais vendidas, destaque para os imóveis na planta, representando 56,8% das vendas.



Entraves
O serviço de recolhimento de resíduos, que passou de R$ 70 para R$ 250 por reservatório, e é realizado apenas pela Central de Energia e Tratamento de Resíduos da Amazônia (Cetram) é apontado como uma das dificuldades para a expansão do setor. O cancelamento das inscrições estaduais das construtoras, em 2009, por decisão judicial, que aumentou o recolhimento de ICMS de 12% para 17% na compra de insumos de outros Estados, também é visto como impasse.
Apesar dos entraves, o município de Iranduba, participando pela primeira vez da pequisa, registrou venda de 231 imóveis dos 254 ofertados.
Até o final do ano, o setor, que emprega cerca de 90 mil pessoas, deve abrir 4 mil novas vagas, segundo estimativa do Sinduscon/AM.

Fonte: D24 AM



terça-feira, 21 de agosto de 2012

Justiça manda indenizar comprador de imóvel em terreno contaminado


A Justiça de São Paulo condenou uma construtora a pagar R$ 120 mil de indenização ao comprador de um de seus apartamentos por não tê-lo informado de que o prédio foi feito em área contaminada.

Para o juiz Tom Alexandre Brandão, da 12ª Vara Cível da capital, houve "dolosa [intencional] omissão" por parte da Helbor ao vender o Condominium Parque Clube, em Guarulhos (Grande São Paulo).

A Helbor diz que não houve má-fé, que informou que estava fazendo a descontaminação e que vai recorrer da decisão.

Advogados ouvidos pela Folha dizem que, provavelmente, esse é o primeiro caso em que a Justiça atrela de forma direta uma ação por danos morais ao problema de contaminação de um terreno.



Com a expansão imobiliária dos últimos anos e a falta de terrenos disponíveis, se tornou comum o aproveitamento de áreas com algum passivo de contaminação.

Só na cidade de São Paulo, há 40 terrenos desse tipo nas mãos de construtoras, sendo que 15 já têm prédios prontos ou lançados -a maioria em antigas áreas industriais, como Mooca e Vila Leopoldina.

Segundo a advogada Cristiane Varela, do escritório Salgado Associados, seu cliente, Gilberto Romera, comprou o apartamento em 2009, mas ficou sabendo do problema da contaminação só em abril de 2011, dias antes da formação oficial do condomínio.

O problema da contaminação, entendeu o juiz, foi decisivo para o atraso na entrega das chaves, prevista para fevereiro de 2011, mas que só ocorreu cinco meses depois.

"Havia a determinação da Cetesb [agência ambiental paulista] de que os donos do terreno não poderiam construir, nem comercializar, nem habitar a área, antes de a descontaminação ser feita", diz Cristiane, que além de ser moradora do condomínio, representa outros 14 clientes.

"Se dúvida existia, jamais deveriam levar o processo adiante (...). Mas a ganância levou a lançar o empreendimento, omitindo todo o problema dos compradores", diz o juiz, que aponta "flagrante violação ao dever de informação que permeia o Código de Defesa do Consumidor".

O Parque Clube está sobre uma antiga área industrial. Entre 2006 e 2007, a Helbor sabia da provável contaminação do solo e da água subterrânea, segundo a Justiça. Na lista mais recente da Cetesb, de dezembro de 2011, o empreendimento ainda aparecia como construído sobre uma área contaminada.

Investigações detectaram, no solo e na água subterrânea, solventes halogenados- compostos químicos tóxicos que podem, a longo prazo, afetar a saúde.


OUTRO LADO

A construtora Helbor, por meio de nota, afirma que vai recorrer para demonstrar que não houve má-fé na relação com os clientes na venda do Condominium Parque Clube.

Ela diz ter informado compradores de que providenciava a remediação do solo contaminado e que ofereceu a opção de devolução dos valores pagos, corrigidos por índice previsto em contrato.

Tanto a informação sobre a contaminação quanto a proposta de devolução foram dadas em abril de 2011, segundo moradores, já com os imóveis prontos e vendidos.

Segundo a Cetesb, o fato de os prédios terem Habite-se (documento da prefeitura que autoriza a ocupação do imóvel) significa que a questão da descontaminação do solo está praticamente equacionada e não há risco nenhum à saúde das pessoas.

O que está em curso em parte do terreno atualmente é o chamado "monitoramento para encerramento", a última etapa do processo. Ou seja, se as análises periódicas mostrarem que realmente as técnicas empregadas para descontaminação cumpriram o seu papel, o empreendimento vai sair da lista de áreas contaminadas.